Na semana que chega ao fim, num sol que tenta esconder o frio, o dia começa lento, a contemplar o a vida, o bom e o belo, qual gomos de laranja reluzentes ao sol...
"Devagar, como se tivesse todo o tempo do dia,
descasco a laranja que o sol me pôs pela frente.
É o tempo do silêncio, digo, e ouço as palavras
que saem de dentro dele, e me dizem que
o poema é feito de muitos silêncios,
colados como os gomos da laranja que
descasco. E quando levanto o fruto à altura
dos olhos, e o ponho contra o céu, ouço
os versos soltos de todos os silêncios
entrarem no poema, como se os versos
fossem como os gomos que tirei de dentro
da laranja, deixando-a pronta para o poema
que nasce quando o silêncio sai de dentro dela."
descasco a laranja que o sol me pôs pela frente.
É o tempo do silêncio, digo, e ouço as palavras
que saem de dentro dele, e me dizem que
o poema é feito de muitos silêncios,
colados como os gomos da laranja que
descasco. E quando levanto o fruto à altura
dos olhos, e o ponho contra o céu, ouço
os versos soltos de todos os silêncios
entrarem no poema, como se os versos
fossem como os gomos que tirei de dentro
da laranja, deixando-a pronta para o poema
que nasce quando o silêncio sai de dentro dela."
Nuno Júdice
1 cores amigas:
Gosto do poema. Sintonia também o li esta manhã. Bom fim-de-semana.
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